"Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma." (Antoine Lavoisier)
Sublime
Natureza, simples e bela..
Camada de Ozônio
É um revestimento de ozônio que envolve a Terra e protege de vários tipos de radiação. O aumento do uso do CFC, que é o gás mais prejudicial à camada, causa sua destruição, já que quebra as moléculas de ozônio. Há alguns anos foi descoberto um buraco sobre a Antártida que tem 31 milhões de quilômetros quadrados.
Como o CFC prejudica o ozônio?
As moléculas chegam a estratosfera e são expostas a uma grande quantidade de raios ultravioleta. O átomo de Cloro se desprende e rompe o O3 formando ClO e O2. Depois o cloro se desprende do oxigênio e passa a destruir o ozônio.
Quais são as possíveis conseqüências?
Aumento da incidência do câncer de pele, devido à ação dos raios ultravioletas.
Aumento do efeito estufa, o que causaria o crescimento de temperatura. Assim, descongelaria as geleiras polares, aumentando o nível das águas nos oceanos.
Detergentes e poluição
Nas indústrias se utilizam sabões nos processos, assim como em casa utilizamos para hábitos domésticos de lavagem. Esse sabão após ser utilizado cai na rede de esgoto e vai para rios e lagos, mas felizmente os resíduos de sabão sofrem decomposição pelos microorganismos existentes na água dos rios. Pode-se dizer então, que os sabões são biodegradáveis, ou seja, não poluem o meio ambiente.
Já os detergentes, se acumulam no meio ambiente formando uma camada de espuma, essa impede a entrada de gás oxigênio na água.
Na água existem microorganismos produzindo enzimas capazes de quebrar as moléculas de cadeia carbônica linear, que é o caso dos sabões. Essas enzimas não reconhecem as cadeias ramificadas como as dos detergentes, sendo assim, eles permanecem na água sem sofrer decomposição, causando a poluição.
Por Líria Alves
Graduada em Química
Equipe Brasil Escola
Recicle
A reciclagem é o termo geralmente utilizado para designar o reaproveitamento de materiais beneficiados como matéria-prima para um novo produto. Muitos materiais podem ser reciclados e os exemplos mais comuns são o papel, o vidro, o metal e o plástico. As maiores vantagens da reciclagem são a minimização da utilização de fontes naturais, muitas vezes não renováveis; e a minimização da quantidade de resíduos que necessita de tratamento final, como aterramento, ou incineração. O conceito de reciclagem serve apenas para os materiais que podem voltar ao estado original e ser transformado novamente em um produto igual em todas as suas características. O conceito de reciclagem é diferente do de reutilização. O reaproveitamento ou reutilização consiste em transformar um determinado material já beneficiado em outro. Um exemplo claro da diferença entre os dois conceitos, é o reaproveitamento do papel. O papel chamado de reciclado não é nada parecido com aquele que foi beneficiado pela primeira vez. Este novo papel tem cor diferente, textura diferente e gramatura diferente. Isto acontece devido a não possibilidade de retornar o material utilizado ao seu estado original e sim transformá-lo em uma massa que ao final do processo resulta em um novo material de características diferentes. Outro exemplo é o vidro. Mesmo que seja "derretido", nunca irá ser feito um outro com as mesmas características tais como cor e dureza, pois na primeira vez em que foi feito, utilizou-se de uma mistura formulada a partir da areia. Já uma lata de alumínio, por exemplo, pode ser derretida de volta ao estado em que estava antes de ser beneficiada e ser transformada em lata, podendo novamente voltar a ser uma lata com as mesmas características. A palavra reciclagem ganhou destaque na mídia a partir do final da década de 1980, quando foi constatado que as fontes de petróleo e de outras matérias-primas não renováveis estavam se esgotando rapidamente, e que havia falta de espaço para a disposição de resíduos e de outros dejetos na natureza. A expressão vem do inglês recycle (re = repetir, e cycle = ciclo). Como disposto acima sobre a diferença entre os conceitos de reciclagem e reaproveitamento,em alguns casos, não é possível reciclar indefinidamente o material. Isso acontece, por exemplo, com o papel, que tem algumas de suas propriedades físicas minimizadas a cada processo de reciclagem, devido ao inevitável encurtamento das fibras de celulose. Em outros casos, felizmente, isso não acontece. A reciclagem do alumínio, por exemplo, não acarreta em nenhuma perda de suas propriedades físicas, e esse pode, assim, ser reciclado continuamente.
Energia solar: energia limpa
A energia solar consiste em uma fonte de energia limpa e renovável, pois não se finda (o sol existe todos os dias). Dentre os aspectos positivos desta energia podemos destacar: economia, forma segura de gerar energia, não é poluente, não influi no efeito estufa, ou seja, não agrava estes problemas de ordem mundial. Tudo por que durante o processo de obtenção da Energia solar não é preciso turbinas ou geradores (que consomem mais energia e apresenta perigos a quem estiver operando).
Só existe uma desvantagem desta energia, seu alto custo de obtenção, que faz dela uma fonte escassa para os países mais pobres como o Brasil. Os países que mais utilizam energia solar são Japão, Alemanha e Estados Unidos.
Através da conscientização, esta fonte de energia limpa pode se tornar mais utilizável, nossos bolsos agradeceriam assim como o meio ambiente.
Por Líria Alves
Graduada em Química
Equipe Brasil Escola
DDT - Dicloro-Difenil-Tricloroetano
Degradar e biodegradar
Qual a diferença entre degradação e biodegradação de um material? Através do nome podemos perceber que esse último se relaciona com a ação de organismos vivos, vejamos: Degradar: processo pelo qual grandes moléculas são quebradas em moléculas menores (fragmentos moleculares). Um exemplo de ação degradável ocorre nos filmes rígidos. Esses materiais são resistentes até que sofram ação oxidativa (incorporação de oxigênio nos fragmentos moleculares), e então se tornam fragilizados e podem ser facilmente rompidos. A degradação pode ser resultado da ação de calor, umidade, exposição ao sol (raios UV), e acelerada pelo manuseio intenso do material (uso frequente). Biodegradar: processo no qual organismos vivos utilizam materiais como uma fonte de energia ou alimento. Micro-organismos como bactérias, fungos e algas, convertem o material em biomassa, dióxido de carbono e água. As células dos micro-organismos encontram nesse alimento uma fonte de carbono para o crescimento. Podemos abordar este conceito para plásticos: Plástico Biodegradável: a degradação é resultado da ação de micro-organismos naturais como bactérias, fungos e algas. Esse tipo de plástico é considerado ecologicamente correto, uma vez que não se acumula no meio ambiente. Plástico Degradável: se degrada em razão das modificações em sua estrutura química sob condições ambientais específicas, quando como, por exemplo, quando colocamos uma sacola plástica exposta ao sol. A temperatura favorece a degradação do material, plásticos são sensíveis a ação do calor.
OS ESTRAGOS DO ÓLEO DE COZINHA
O óleo de cozinha é um dos alimentos mais nocivos ao meio ambiente. Jogado no ralo da pia, ele termina contaminando rios e mares. Eis o número: 1 LITRO de óleo de cozinha polui 1 MILHÃO DE LITROS de água. Como reciclar: colocar o óleo em garrafas PET bem vedadas e entregá-las a uma das várias organizações especializadas nesse tipo de reciclagem. Destinos do óleo usado: fábricas de sabão e produção de biodie
Plástico oxibiodegradável
Como ocorre a oxibiodegradação de um plástico? Para entender esta proposta para o problema do lixo urbano é preciso contar com a química da composição do plástico. A maioria dos plásticos a que temos acesso na forma de embalagens (sacolinhas de supermercado) é composta por poliolefinas, um tipo de polímero. As poliolefinas se constituem de extensas cadeias entrelaçadas e cruzadas de hidrocarbonetos simples. Essas grandes cadeias possuem pesos moleculares relativamente altos, e sabemos que quanto maior a molécula do hidrocarboneto mais insolúvel ele é. Como os hidrocarbonetos não ficam umedecidos na presença de água, temos aí um problema, as sacolas não se degradam pela ação da chuva ou quando são lançadas em rios e mares. Esse fator impede que as sacolas plásticas se degradem (sumam) no meio ambiente. A adição de um catalisador a este polímero resolve o problema, vejamos como! O processo de oxibiodegração se subdivide em dois estágios: 1ª etapa: o plástico fica passível de se fragmentar (degradar) através da reação com o oxigênio. O catalisador acelera a oxidação do polímero, causando sua “quebra” em moléculas menores que, diferentemente do polímero base, podem ser umedecidas por água. 2ª etapa: as moléculas oxidadas são biodegradadas por micro-organismos existentes na natureza e então convertidas em dióxido de carbono, água e biomassa (fonte de energia). O plástico oxibiodegradável é considerado ecologicamente correto em razão de seu tempo de degradação, de aproximadamente 1 e ano e meio contra os cinco longos anos que as sacolas tradicionais levam para sumir da natureza. Por Líria Alves Graduada em Química Equipe Brasil Escola
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
A importância da química para o meio ambiente
Embora com toda a informação e discussão sobre as questões ambientais ainda ocorrem muita desinformação ou contra-informação, o que às vezes dificulta a escolha da melhor opção preventiva ou mesmo paliativa para o problema. Parte desta desinformação pode ser atribuída a um erro histórico dos químicos. Há quatro décadas, quando deixou-se a sociedade sem respostas quando se questionaram, por exemplo, os riscos inerentes ao uso do DDT, dos metais pesados e da emissão de gases causadores de efeito estufa, dentro outros. Vem dessa época também a disseminação de um sentimento de associar a química com o impactante, o nocivo, o sintético (não-natural).
Os avanços da química impactaram, por outro lado, em grandes benefícios para o ser humano, como mostra, no Brasil, os dados do recentes do IBGE. A expectativa de vida do brasileiro passou de 43,3 anos, na década de 50, para 68,1 aos em 1998. Para exemplificar alguns avanços da química: na área de saneamento ambiental e processos de desinfecção de água, ao aumento e diversificação da produtividade agrícola à custa de insumos químicos, bem como da bioquímica, que serve como base da medicina preventivas, desenvolvendo vacinas e novas drogas que aumentam a nossa longevidade. Assim em uma análise centrada em risco/benefício, os químicos podem se sentir muito à vontade para afirmar que suas contribuições têm sido crucial para a melhoria da qualidade de vida no planeta. No entanto, ainda há questões sem respostas, com por exemplo, qual a exatidão e magnitude do efeito estufa e quais suas consequências. Ou ainda, não se tem respostas sobre a toxicidade de todas as novas moléculas que são produzidas.
Cabe a todas as Disciplinas de estudo promover a qualidade de vida de toda a humanidade e respeitando e preservando todas as formas de vida do Planeta.
Mesmo com todos os avanços na área da ciência, ainda vemos grandes populações privadas de algumas tecnologias básicas.E daí encontramos um mudo com grandes injustiças sociais, e países sendo classificados como "desenvolvidos" ou "subdesenvolvidos" ou ainda em "desenvolvimento". A grande reflexão que nós químicos devemos fazer é o quanto temos contribuído para intensificação dessas desigualdades e o que podemos fazer para reversão dessa situação. E daí talvez consigamos enxergar através das vidraças do laboratório uma população e um ambiente que precise cada vez mais de nós.
A importância da Química é cada vez mais crescente para o meio ambiente. Encontrar soluções para o paradigma entre a necessidade de consumo dos recursos naturais e sua preservação é um dos papéis importantes da Química de hoje. Alguns exemplos da atuação da Química, pode-se citar como a produção de produtos biodegradáveis, recuperação de rios poluídos, a reciclagem de resíduos, o tratamento de esgotos e outros.
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